20 Ago (Reuters) - A República Democrática do Congo receberá 70 mil doses da vacina Ervebo, desenvolvida pela MSD , contra o Ebola, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, enquanto o país tenta conter o maior surto já registrado dessa doença mortal.
Na semana passada, o Congo solicitou a liberação de vacinas Ervebo do estoque global de vacinas contra a doença do vírus do Ebola, administrado pelo Grupo Internacional de Coordenação (ICG) para o Fornecimento de Vacinas, segundo a OMS.
A agência de saúde informou que o grupo alocou 70 mil doses da Ervebo para o Congo, das quais 20 mil serão utilizadas em um estudo clínico em fase avançada para compreender o impacto da vacina sobre o vírus Bundibugyo.
A Aliança Global para Vacinas (Gavi), com sede em Genebra, informou que forneceria US$7 milhões para financiar o envio ao Congo, além de outros US$6 milhões para apoiar os esforços de vacinação em áreas de alto risco.
O surto em curso é causado pela cepa Bundibugyo do vírus do Ebola, para a qual não há vacinas ou tratamentos aprovados.
“Não se sabe se a Ervebo pode oferecer proteção contra o vírus Bundibugyo em seres humanos”, afirmou a OMS, ressaltando a importância dos ensaios clínicos para fornecer novas evidências.
A Ervebo está aprovada para prevenir a doença causada pela cepa mais comum do vírus Ebola Zaire.
O número de casos confirmados de Ebola na República Democrática do Congo já ultrapassa 5.000, segundo dados do governo.
A 17ª epidemia de Ebola no Congo tornou-se, no final de julho, a maior já registrada no país em número de casos, com o número de mortes agora em 2.378, superando o pior surto anterior, ocorrido entre 2018 e 2020.
No início desta semana, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que o surto de Ebola no leste do Congo continua sendo uma emergência global.
O ICG é uma parceria entre a OMS, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Médicos Sem Fronteiras e o Unicef.
(Reportagem de Christy Santhosh, em Bengaluru)



Aviso