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'Pescoço de texto’: ortopedista explica riscos e dá dicas de prevenção

'Pescoço de texto’: ortopedista explica riscos e dá dicas de prevenção
Mal do século - Foto: Divulgação

Passar horas no celular com a cabeça inclinada para frente pode provocar dores no pescoço, ombros e parte superior das costas. O hábito, conhecido como “pescoço de texto”, aumenta a sobrecarga sobre a musculatura e as articulações da coluna cervical.

Segundo o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), quanto maior a inclinação da cabeça durante o uso de dispositivos, maior é a carga exercida sobre a região cervical.

O ortopedista Renato Pinto explica que o problema tende a aparecer principalmente quando a pessoa permanece muito tempo na mesma posição e se movimenta pouco ao longo do dia. A sobrecarga prolongada pode causar tensão, fadiga muscular, rigidez e dor.

Apesar do nome, o desconforto não fica necessariamente restrito ao pescoço. A projeção da cabeça para frente também pode alterar a posição dos ombros e da parte superior das costas, provocando dores nessas regiões.

O especialista alerta, porém, que o celular não é o único fator associado à dor cervical. Sedentarismo, longos períodos sentado, problemas musculoesqueléticos, sono inadequado e falta de mudança de posição também podem contribuir para o quadro.

Quando procurar ajuda

Dores ocasionais podem melhorar com descanso, movimento e mudança de hábitos. Já sintomas frequentes ou persistentes precisam de avaliação médica.

Formigamento, perda de força, limitação dos movimentos ou dor que se espalha para os braços são sinais que merecem atenção, segundo o ortopedista.

Como prevenir

Para reduzir a sobrecarga, a recomendação é evitar permanecer horas na mesma posição, fazer pausas durante o uso de celular e computador e manter as telas próximas à altura dos olhos.

O INTO também orienta alternar posições e realizar alongamentos periodicamente.

Além disso, manter uma rotina de atividade física e fortalecimento muscular pode ajudar na saúde da coluna. Para o especialista, mais importante do que buscar uma postura perfeita o tempo todo é evitar longos períodos de imobilidade.

“Movimento, fortalecimento, descanso e atenção aos sinais do corpo fazem parte da prevenção”, orienta Renato Pinto.

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