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Silvia Simões

Amazonas em chamas: a floresta pede socorro!

Silvia Simões
Por Silvia Simões
13/10/2026 17h22 — em Silvia Simões

O Amazonas está pedindo socorro! E não é por telefone, nem por mensagem de WhatsApp. É pela fumaça que sufoca, pelas árvores que viram cinzas, pelos animais que perdem seu habitat e pelas comunidades que respiram o prejuízo de uma floresta em chamas.

É preciso dar um basta nessa história de riscar um fósforo e deixar que a natureza pague a conta. O fogo colocado na floresta não destrói apenas árvores: ameaça vidas, compromete a saúde, empobrece o solo e coloca em risco o futuro das próximas gerações.

Às comunidades, fica o alerta: consciência ambiental não é conversa de quem mora na cidade grande. É compromisso de todos, de quem vive na capital, nas margens dos rios, nas comunidades rurais e no coração da floresta. Queimar para limpar terreno, preparar áreas ou se livrar de resíduos pode transformar um pequeno foco em uma tragédia de grandes proporções. Denunciar, prevenir e orientar os vizinhos também são formas de proteger a Amazônia.

Às organizações não governamentais, às lideranças comunitárias e às instituições ambientais, cabe fortalecer a educação ambiental, apoiar quem vive da floresta e ampliar as ações de prevenção. Não basta defender a Amazônia em discursos bonitos ou nas redes sociais. É preciso estar presente onde o fogo começa e onde a informação ainda não chegou.

E o poder público? Precisa olhar com mais atenção, investir em fiscalização, prevenção, brigadas, equipamentos e apoio às comunidades. O combate às queimadas não pode aparecer somente quando a fumaça encobre o céu e as imagens das chamas ganham destaque. Prevenir custa menos do que remediar — e, quando se trata de vidas humanas e biodiversidade, há perdas que dinheiro nenhum consegue reparar.

A Amazônia não precisa apenas de homenagens no Dia do Meio Ambiente. Precisa de políticas permanentes, presença do Estado e compromisso de cada cidadão. Fiscalização sem continuidade é como chuva de verão: faz barulho, molha um pouco e logo desaparece.

E fica a pergunta: de que adianta dizer que temos orgulho da maior floresta tropical do mundo se permitimos que ela seja consumida pelas chamas?

Meu povo, a floresta não é um terreno baldio esperando um fósforo. É casa, alimento, água, vida e patrimônio de todos nós. Quem põe fogo precisa compreender a gravidade do que faz. Quem tem a responsabilidade de fiscalizar precisa agir. E quem pode conscientizar não pode se omitir.

O Amazonas não pode se acostumar a respirar fumaça. A floresta em pé vale muito mais do que a terra transformada em cinzas.

Porque, quando a Amazônia pega fogo, não é apenas a floresta que queima. É um pedaço do nosso futuro que vai junto com a fumaça.

A voz da Amazônia também precisa ser a voz da sua preservação.

Silvia Simões

Silvia Simões

Cirurgiã Dentista universidade Federal do Amazonas- Especialista em Odontologia – Saúde Pública – Universidade Federal do Amazonas- Especialista MBA em Administração Hospitalar e Gestão de Serviços de Saúde – Universidade Nilton Lins- Especialista MBA em Gestão de Cooperativas – Faculdades Integradas de Taquara-Mestra em Clínicas Odontológicas – Centro de Ensino e Pesquisa de Pós-Graduação do Norte – Professora Universitária- Coordenadora do Curso de Odontologia Hospitalar- Membro da Academia de Literatura, Arte e Cultura da Amazônia (ALACA)-Ex- Diretora Administrativa do sicoob [email protected]

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