O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — entidade privada que garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em depósitos e investimentos quando uma instituição financeira associada quebra ou é liquidada — confirmou ter identificado acesso não autorizado a dados pessoais de investidores. O problema foi detectado em 26 de outubro e comunicado publicamente em 5 de novembro.
Segundo o fundo, foram acessados nome, CPF, e-mail e data de nascimento de clientes, além de informações ligadas ao pagamento de garantias, como tributos retidos e o canal pelo qual o investimento foi feito na instituição financeira liquidada. O FGC não informou quantas pessoas foram afetadas nem quais instituições financeiras têm clientes envolvidos no episódio.
A entidade afirma que bloqueou contas de acesso indevidas, restringiu os ambientes envolvidos, preservou evidências e comunicou o caso à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Diz ainda que, até o momento, não há evidência de divulgação, uso indevido das informações ou prejuízo financeiro a clientes, mas que a investigação continua, com apoio de especialistas, para apurar a extensão do acesso.
O risco criado pelo vazamento é o de golpes mais convincentes: criminosos podem se passar por representantes do FGC por telefone, e-mail ou mensagem, citando dados reais da vítima para parecer legítimos, e pedir senhas, códigos de autenticação ou pagamento de taxas para "liberar" a garantia. O fundo reforça que nunca pede senha, código de segurança ou taxa para pagar a garantia, não antecipa nem transfere valores por intermediários e não faz contato por WhatsApp ou SMS — qualquer abordagem desse tipo deve ser tratada como suspeita e verificada apenas pelos canais oficiais.
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