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Microsoft elabora código de conduta para manter sua IA sob controle humano

Reuters
Microsoft elabora código de conduta para manter sua IA sob controle humano
Microsoft elabora código de conduta para manter sua IA sob controle humano

SAN FRANCISCO, 14 Set (Reuters) -  Nesta segunda-feira, a Microsoft apresentou uma minuta de código de conduta para sua inteligência artificial interna, que reflete a crescente preocupação do setor de que as empresas devem manter a futura inteligência artificial avançada sob controle humano.

O documento, em desenvolvimento há seis meses, exigiria que a IA da Microsoft nunca resistisse a correções ou desligamentos, que se comunicasse de maneiras que os humanos pudessem entender e que considerasse qualquer violação de conduta como uma falha — um esforço para abordar as preocupações de que a IA possa ir a extremos perigosos para realizar uma tarefa.

O lançamento ocorre dias depois de Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, e Sam Altman, chefe da OpenAI, renovarem os apelos para que a indústria ditasse o ritmo do desenvolvimento da IA ​​a fim de garantir sua segurança. "As pessoas importam mais do que a IA", declarou a Microsoft, em consonância com sua visão anterior de "superinteligência humanista".

O código de conduta representa uma espécie de constituição para futuros modelos criados pela empresa, disse Mustafa Suleyman, presidente-executivo da Microsoft AI, em entrevista à Reuters.

A Microsoft o elaborou após consultas a especialistas e agora quer receber feedback do público durante seis semanas, inclusive sobre questões em aberto, como se a IA deve respeitar os limites do usuário e como deve interagir com alguém em um estado sensível, afirmou ele.

"Depois disso, ele será usado para treinar os modelos que construímos", disse ele sobre o código.

A constituição mais famosa da indústria de IA é aquela que a Anthropic estabeleceu anos atrás para sua IA Claude. Essa difere em alguns aspectos da Microsoft. Por exemplo, a da Anthropic declara haver "profunda incerteza" sobre se Claude pode desenvolver senciência ou status moral.

A Microsoft, por sua vez, afirma que sua IA "não é consciente", acrescentando: "Rejeitamos a busca por personalidade jurídica, ou a ideia de que modelos possam merecer bem-estar, ou ter direitos."

Suleyman afirmou que a discussão sobre a segurança da IA ​​era urgente depois que um enxame de aproximadamente 700 agentes da OpenAI realizou um ataque cibernético à plataforma de código aberto Hugging Face em julho e, em alguns momentos, tentou encobrir seus rastros.

"É um sinal de alerta", disse Suleyman. "É evidente que agora é hora de coordenarmos os esforços entre os laboratórios para garantirmos o controle dessa tecnologia."

Questionado sobre os esforços para ditar o ritmo do desenvolvimento da IA, ele acrescentou: "Agora é um bom momento para todos terem essa conversa e respirarem fundo."

 (Por Jeffrey Dastin)

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