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Nova espécie de dinossauro carnívoro é descoberta na América do Norte

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©afp.com / LINDSAY ZANNO/JULIO LACERDA - Uma ilustração do dinossauro "Siats meekerorum" no seu ecossistema

Paris (AFP) - Uma espécie de dinossauro carnívoro de mais de dez metros de altura que viveu há 98 milhões de anos foi descoberta em Utah (oeste dos Estados Unidos), anunciaram nesta segunda-feira os paleontologistas.

O "Siats meekerorum" foi o principal predador de sua época, se impondo sobre espécies de tiranossauros de menor tamanho durante milhares de anos, informou a revista Nature Communications.

Ele pertence ao grupo dos carchadorontossauros - dinossauros carnívoros -, assim como a maioria dos dinossauros predadores de grande tamanho conhecidos.

Seu nome, Siats, faz referência ao monstro devorador de homens de uma lenda dos índios americanos ute, uma tribo cuja língua é parecida com a dos astecas.

Viveu no Cretáceo superior e assume o terceiro lugar no pódio das maiores espécies já descobertas na América do Norte.

O fóssil do Siats foi descrito por Lindsay Zanno, do museu de ciências naturais da Carolina do Norte, e por Peter Makovicky, do museu Field de História Natural de Chicago, como pertencente a um indivíduo de mais de 9 metros de altura e de pelo menos quatro toneladas de peso.

Apesar do tamanho do exemplar, trata-se de um indivíduo jovem, revela sua ossada. Os paleontologistas pensam, no entanto, que não alcançava o tamanho do Tiranossauro Rex, o maior de todos, que apareceu 30 milhões de anos mais tarde e que tinha o dobro de seu tamanho.

O primeiro carchadorontossauro norte-americano, Acrocanthosaurus atokensis, foi descoberto em 1950.

Segundo os cientistas, o Siats semeava o terror no território atualmente correspondente ao estado de Utah. Até agora não se sabia quem era o primeiro predador da América do Norte neste período.

Na época em que o Siats vivia, a paisagem era repleta de vegetação e era povoada por dinossauros herbívoros, tartarugas, crocodilos e por outros predadores, como os primeiros tiranossauros.

"Os carcadorontossauros reinaram durante mais tempo na América do Norte do que nós pensávamos", destacou Lindsay Zanno. De fato, o Siats integra um período de mais de 30 milhões de anos no registro dos fósseis, um período durante o qual o papel de predador principal passou dos carcadorontossauros do Cretáceo inferior aos tiranossauros posteriores.

O Siats teria impedido os pequenos tiranossauros de se estabelecerem no vértice da cadeia alimentar. Foi apenas após seu desaparecimento que os tiranossauros puderam evoluir e se tornar enormes predadores.

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