SÃO PAULO, 23 Abr (Reuters) - O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou por unanimidade nesta quinta-feira o retorno às investigações de um caso de 2019 em que o Google é acusado de abuso de posição dominante no uso de conteúdo jornalístico, afirmou o órgão de defesa da concorrência.
O caso teve origem em determinação do próprio Tribunal do Cade, que apontou a necessidade de aprofundar a apuração das condições concorrenciais no mercado de busca e no mercado de notícias, especialmente quanto à utilização de conteúdo de terceiros pelo Google.
O conselheiro Diogo Thomson pediu vista do processo para aprofundar as averiguações por entender que "a conduta evoluiu significativamente com a incorporação de funcionalidades baseadas em inteligência artificial generativa, capazes de sintetizar informações diretamente na interface de busca", afirmou o Cade.
Por isso, segundo Thomson, "essa transformação tecnológica altera de maneira relevante a dinâmica de acesso, visibilidade e monetização do conteúdo jornalístico no ambiente digital".
O Google afirmou em comunicado que acredita que a decisão do Cade reflete falta de entendimento sobre como seus produtos funcionam e acrescentou que vai continuar atuando para resolver as questões.
(Por Alberto Alerigi Jr.Edição de Alexandre Caverni)



