Uma das maiores companhias aéreas que operam no Brasil admitiu nesta semana uma falha de segurança que expôs dados pessoais de clientes do seu programa de fidelidade. Em nota, a empresa informou que adotou medidas imediatas de contenção tecnológica assim que identificou o problema, comunicou individualmente as pessoas potencialmente atingidas e notificou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, como determina a Lei Geral de Proteção de Dados. A companhia não revelou quantos clientes foram afetados, quais informações vazaram nem em que momento a brecha ocorreu.
A autoridade de proteção de dados confirmou o recebimento do aviso e informou que a área responsável por incidentes de segurança fará uma análise preliminar do caso, podendo pedir esclarecimentos adicionais à empresa. Enquanto isso não acontece, o cliente fica em uma zona cinzenta: sabe que houve exposição, mas não sabe exatamente o que saiu do sistema. Justamente por isso, a recomendação de quem trabalha com segurança digital é tratar a conta como se estivesse comprometida até segunda ordem.
O risco prático não é alguém sacar os pontos diretamente, e sim o uso dos dados para dar credibilidade a golpes. Com nome completo, e-mail, telefone e número de cadastro em mãos, o criminoso monta uma mensagem convincente no WhatsApp ou por e-mail: avisa que as milhas vão expirar em 24 horas, oferece um upgrade, cobra uma taxa simbólica por Pix para liberar um resgate ou pede que a pessoa clique em um link para "confirmar a conta". O detalhe que engana é a precisão das informações — quando o golpista já sabe seu nome e seu número de fidelidade, a desconfiança natural cai.
Para quem viaja de Manaus e acumula pontos, alguns cuidados reduzem bastante o estrago. Troque a senha do programa e não repita a mesma combinação em outros serviços, ative a verificação em duas etapas onde estiver disponível e confira o extrato de pontos em busca de resgates que você não fez. Nenhuma companhia aérea cobra Pix por mensagem para liberar milhas ou desbloquear conta, e nenhuma pede código recebido por SMS. Diante de qualquer contato suspeito, o caminho seguro é ignorar o link, entrar no aplicativo ou no site oficial pelo endereço que você já conhece e, havendo prejuízo, registrar boletim de ocorrência e acionar o órgão de defesa do consumidor.




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