Um levantamento divulgado nesta semana revelou o tamanho do problema das fraudes digitais no Brasil: os brasileiros perderam R$ 21,24 bilhões para golpistas no último ano, com prejuízo médio de R$ 1.287 por vítima. Segundo a pesquisa, 8 em cada 10 adultos brasileiros receberam pelo menos uma tentativa de golpe em 2026 — uma média de 202 abordagens por pessoa ao longo do ano, somando mais de 34 bilhões de tentativas em todo o país.
O levantamento também mapeou por onde os golpistas mais atacam. A ligação telefônica ainda lidera como primeiro contato, aparecendo em 53% dos casos, seguida de perto pelos aplicativos de mensagens, citados por 49% das vítimas, e-mail (39%), SMS (38%) e redes sociais (28%). Entre as plataformas usadas para aplicar o golpe, o WhatsApp foi citado em 64% dos casos — muito à frente de e-mails do Gmail (32%), Instagram (22%), Facebook (17%) e serviços do Google (13%).
Quando o assunto é como o dinheiro sai da conta da vítima, a transferência bancária tradicional (TED/DOC) ainda é o método mais usado, em 33% dos casos, com o Pix logo atrás, em 32%, e cartões de débito ou crédito em 16%. Um dado chama atenção: sete em cada dez vítimas só descobriram que haviam caído no golpe sozinhas, sem alerta do banco ou da plataforma — o aviso ao banco (46%) ou à rede social usada (51%) normalmente vem depois, quando o prejuízo já aconteceu.
Diante desse cenário, a recomendação de sempre continua valendo: desconfiar de ligações ou mensagens não solicitadas que pedem urgência, nunca informar códigos de verificação recebidos por SMS ou aplicativo, checar o nome e o CPF ou CNPJ de quem vai receber um Pix antes de confirmar o pagamento, e ligar diretamente para o número oficial do banco — nunca para o número passado por quem entrou em contato — sempre que houver qualquer dúvida sobre uma cobrança ou solicitação.
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