O WhatsApp deu um passo decisivo para formalizar a presença de crianças em sua plataforma. O aplicativo anunciou nesta quarta-feira (11) o lançamento de contas gerenciadas por pais, permitindo que responsáveis controlem desde quem pode enviar mensagens até a participação em grupos. O recurso entra em fase experimental nos próximos dias.
Diferente de uma conta comum, o perfil voltado para menores de 13 anos nasce limitado. A criança perde acesso a funções de entretenimento e privacidade efêmera, como:
Meta AI e Canais;
Atualizações de Status;
Mensagens temporárias ou de visualização única.
A ideia é que o aplicativo funcione estritamente como uma ferramenta de comunicação direta sob olhar atento. Para garantir que a criança não altere as barreiras de segurança, todas as configurações são protegidas por uma senha exclusiva do adulto.
A dinâmica de uso muda: solicitações de desconhecidos ficam presas em uma pasta oculta para a criança, aguardando aprovação prévia do responsável. Além disso, os pais recebem alertas imediatos se o filho bloquear ou denunciar alguém. No caso de grupos, o WhatsApp agora exibe ao adulto a lista de integrantes e quem detém o controle da conversa antes de permitir o ingresso do menor.
Apesar da supervisão, o WhatsApp assegura que a criptografia de ponta a ponta permanece ativa, garantindo que nem a empresa tenha acesso ao conteúdo das conversas. A plataforma também declarou que essas contas seguem normas rígidas de privacidade infantil e estão livres de qualquer rastreamento para fins de propaganda.

