O WhatsApp detalhou nesta semana um recurso que promete avisar o usuário quando uma mensagem tiver cara de golpe. Batizado de Scam Alert, o sistema analisa conversas iniciadas por números que não estão na agenda e, ao identificar padrões típicos de fraude — na estrutura do diálogo e na linguagem usada —, exibe um alerta dentro do próprio chat, visível apenas para quem recebeu a mensagem.
O ponto técnico destacado pela empresa é que a análise acontece inteiramente no aparelho. Um modelo de aprendizado de máquina é baixado para o celular e roda ali; nenhum conteúdo de mensagem sai do dispositivo para ser classificado, e nada é enviado automaticamente para a companhia. Diante do aviso, o usuário decide o que fazer: bloquear, denunciar, seguir conversando ou marcar aquele contato como confiável para não receber mais alertas. O recurso é opcional e precisa ser ativado nas configurações.
Por ora, o alcance é limitado. A funcionalidade está em fase de testes fechados e não foi divulgada a lista de países em que já está liberada — ou seja, não há confirmação de que usuários brasileiros tenham acesso neste momento. Junto com o anúncio, a empresa abriu o funcionamento do modelo para auditoria de pesquisadores externos e passou a publicar cada versão em um registro público antes de distribuí-la, como forma de demonstrar que não entrega versões diferentes a usuários específicos.
Independentemente de quando o aviso chegar ao Brasil, o vetor que ele mira é justamente o mais explorado por aqui: a abordagem partindo de um número desconhecido. Falso parente pedindo Pix urgente, falsa central do banco, oferta de emprego ou de prêmio — quase tudo começa com uma mensagem de quem não está na sua lista de contatos. A recomendação de sempre segue valendo: desconfiar de pressa e de urgência, confirmar a identidade por outro canal antes de transferir qualquer valor e nunca repassar códigos recebidos por SMS.



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