Início Variedades Artista plástico Rodrigo Cass morre afogado, aos 43 anos
Variedades

Artista plástico Rodrigo Cass morre afogado, aos 43 anos

Estadão

O artista plástico Rodrigo Cass morreu aos 43 anos, na última quinta-feira, 17, após se afogar na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela galeria Fortes D’Aloia & Gabriel, que representava o artista.

Segundo a galeria, Rodrigo foi vítima de um acidente. Em comunicado, a Fortes D’Aloia & Gabriel lamentou a morte e destacou a trajetória do artista na arte contemporânea brasileira.

Cass era representado pela Fortes havia 14 anos e vinha obtendo crescente destaque na cena artística. Sua exposição individual Geometria Sensível foi exibida em Portugal este ano.

Tendo vivido e se formado no âmbito da ordem carmelita, Cass abordava a abstração como um meio de investigar as dimensões espirituais da cor e da forma, em diálogo com visões e mistérios do sagrado. Seu trabalho articulava materiais como concreto, fibra de vidro e linho, além de explorar a arte em vídeo.

Em seus vídeos, projetados sobre suportes escultóricos, ações repetitivas se desenvolvem em cadência medida, introduzindo gradualmente processos de metamorfose nos quais materiais mudam de estado, se acumulam, se desgastam ou se recombinam.

Uma obra de Cass está em cartaz desde o último sábado, 12, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Manifestação Revolução Mística é um conjunto de sete vídeo-esculturas, uma assemblage e duas pinturas-relevo desenvolvidas especialmente para a 39ª edição do Panorama.

Comunicado da galeria

A Fortes D’Aloia & Gabriel lamentou a morte do artista e ressaltou aspectos de sua produção e trajetória: "É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento de Rodrigo Cass (1983-2026), ocorrido hoje, de forma acidental na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Rodrigo construiu uma trajetória única na arte contemporânea brasileira, marcada por uma pesquisa sensível sobre matéria e espírito. Sua obra - relevos, fotografias e vídeo esculturas - era calcada na iconografia católica clássica, na tradição neoconcreta brasileira e na repetição corporal da performance", iniciou.

"Cass tomou o concreto sobre linho como material central de seus trabalhos, uma invenção singular imediatamente reconhecível. Ex-seminarista e profundamente dedicado à religião, ele fazia uso metódico e arrojado de cores, em manifestações místicas e existenciais. Sua presença doce, sua generosidade e sua contribuição à cena artística deixarão uma grande ausência entre todos aqueles que tiveram a oportunidade de conviver com ele e seu trabalho. Nossos pensamentos estão com a sua mãe, Cacilda, seus irmãos Robson e Rosângela, seus sobrinhos e seu companheiro, Paulo. Sentiremos saudades imensas!", finalizou.

Antes de se dedicar às artes visuais, o paulistano Rodrigo Cass integrou a Ordem do Carmo entre 2000 e 2008 como religioso carmelita.

Formado em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, construiu uma trajetória de mais de duas décadas no circuito artístico, com exposições individuais no Brasil e no exterior, incluindo Portugal, França e Estados Unidos.

Além do MAM, suas obras integram os acervos de instituições como o Museu de Arte da Pampulha, em Minas Gerais, e o Centre Pompidou, em Paris, entre outras.

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!