Após análise detida dos autos, verifica-se a necessidade de diligências imprescindíveis ao oferecimento de denúncia, diz a manifestação do MP. Ela também solicita que o inquérito inclua o laudo da perícia conduzida pela Polícia Federal.
O Ministério Público Federal já havia divulgado, em novembro, que a investigação federal apontava grileiros, e não brigadistas, como suspeitos do incêndio na APA de Alter do Chão. A Polícia Federal já conduzia perícia no local pelo fato da Área de Proteção Ambiental pertencer à União.
Assinada na última sexta-feira (17), a decisão do Ministério Público devolve o inquérito à Polícia Civil e pede uma série de procedimentos, como a checagem das localizações dos depoentes nas datas em que declaram estar na região dos incêndios, através da quebra de sigilo de dados ERB (Estação Rádio Base) dos seus celulares.
O MP acolheu solicitações da defesa, como a oitiva dos depoimentos dos quatro brigadistas voluntários Daniel Govino, João Victor Romano, Gustavo Fernandes e Marcelo Cwerner.
Anexada à manifestação do MP, a comunicação da defesa dos brigadistas assinada pelos advogados Augusto Botelho Neto, Fernando Cunha e Ana Carolina de Barros também pedia a realização de novas diligências, como a inclusão nos autos das perícias realizadas nos computadores e celulares apreendidos.
Conforme revelado pela Folha de S.Paulo um arquivo de áudio gravado em um dos celulares apreendidos pela polícia aponta para atuação de grileiros na região, mas não foi citado nas duas fases do inquérito, nem no relatório final.
