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Mulher carrega feto há 44 anos no abdômem


Divulgação  

 

Aconteceu no Hospital Regional de Porto Nacional, a 66 km dePalmas.

A ginecologista e obstetra Gesneria Saraiva Kratka, a mulher foi até a unidade fazer exames após sentir náuseas e fortes dores no estomâgo e acabou descobrindo o fato inusitado.

A médica conta ainda que a mulher mora no interior de Natividade, e contou que engravidou há 44 anos atrás. Como nunca fez pré-natal por não ter médicos no município, ela percebeu o bebê crescendo e a gravidez evoluindo. PAssad algumas semanas a mulher sentiu forte dores e procurou um curandeiro. "O homem passou remédios e ela disse que se sentiu melhor. A barriga não cresceu mais, o bebê parou de movimentar e ela pensou que tinha abortado", relatou Gesneria.

O feto morreu, mas continuou no abdomém da mulher. Gesneria relatou que ela teve uma gravidez fora do útero (uma ectópica). Com o passar do tempo o organismo criou uma espécie de adaptação, que permitiu que a idosa não sofresse complicações na saúde por causa do feto morto.

"Pela ultra-som não foi possível ver o feto. Nós fizemos um raio-x. Pelo exame é possível ver o rosto, os ossos dos braços, das pernas, as costelas e a coluna. Algumas partes estão 'borradas', estão em uma fase de calcificação e tiveram o aspecto modificado. É provável que o feto tenha morrido na 20ª semana, no máximo na 28ª", explicou Gesneria.

Mesmo com a notícia a idosa não quer retirar o feto. "Ela é viúva e disse que se o feto ficou durante todos estes anos dentro dela, ela prefere não tirar"

A médica explicou quanto aos riscos que a idosa corre caso não faça a retirada do feto. "Pode haver obstrução da alça intestinal, cólicas, retenção de fezes, aderência, tudo pode acontecer".

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