O rapper Oruam, cujo nome verdadeiro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, teve a prisão preventiva revogada pela Justiça do Rio de Janeiro em 1º de agosto deste ano. A decisão é da juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da capital, que desclassificou a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal leve. Segundo a magistrada, os crimes que restaram no processo não admitem a prisão preventiva.
O caso se refere ao episódio de 22 de julho de 2025, quando o artista e outras pessoas foram denunciados por arremessar pedras contra policiais civis em frente à casa dele, no Joá, na zona oeste do Rio, durante o cumprimento de um mandado de busca contra um adolescente. A defesa sempre classificou a denúncia por tentativa de homicídio como infundada.
Apesar da soltura, Oruam precisa cumprir medidas cautelares: comparecimento mensal em juízo, recolhimento domiciliar no período noturno, das 20h às 6h, e proibição de frequentar o Complexo do Alemão. Antes disso, em fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça havia revogado uma liminar que o libertava, por descumprimento reiterado do monitoramento eletrônico.
Filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, apontado como liderança do Comando Vermelho, o rapper acumula outros processos e é um dos nomes mais ouvidos do trap brasileiro. Até a publicação desta matéria, não foi localizada decisão posterior à de agosto sobre o caso.
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