O Red Hot Chili Peppers fechou um dos maiores acordos recentes da indústria da música ao vender seu catálogo de gravações para a Warner Music Group por mais de US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,4 bilhão na cotação atual. A informação foi divulgada pelo The Hollywood Reporter e pela Billboard , que apontam que o negócio foi concluído na última sexta-feira, 8.
A negociação envolve as chamadas "masters" da banda, ou seja, os direitos sobre as gravações originais das músicas. A partir de agora, a Warner passa a controlar os lucros obtidos com streaming, execuções em rádio, vendas físicas e digitais, além de licenciamentos para filmes, séries, comerciais e campanhas publicitárias. Até então, esses direitos pertenciam aos próprios integrantes do grupo.
Catálogo milionário e histórico com a Warner
O catálogo fonográfico do Red Hot Chili Peppers reúne 13 álbuns de estúdio e gera aproximadamente US$ 26 milhões (R$ 127,7 milhões) anuais. Os nove discos mais recentes da banda foram lançados pela Warner, parceria iniciada oficialmente em 1991 com o clássico Blood Sugar Sex Magik, álbum responsável por consolidar o grupo mundialmente.
Segundo a Billboard, o catálogo estava disponível no mercado desde o ano passado e tinha valor estimado em cerca de US$ 350 milhões (R$ 1,72 bilhão) . A Warner já era considerada uma das principais interessadas na compra justamente pela longa relação comercial com a banda.
Os álbuns mais recentes do grupo, Unlimited Love e Return of the Dream Canteen, ambos lançados em 2022, também chegaram ao topo das paradas internacionais e ajudaram a fortalecer ainda mais o valor comercial do repertório.
De acordo com o The Hollywood Reporter , a compra integra uma parceria financeira entre a Warner Music Group e a empresa de investimentos Bain Capital. As companhias criaram recentemente um fundo bilionário voltado à aquisição de catálogos musicais de artistas consagrados.
A Billboard informou que o acordo envolvendo o Red Hot Chili Peppers representa cerca da metade de um pacote estimado em US$ 650 milhões (R$ 3,2 bilhões) já investidos em direitos musicais pela parceria entre as empresas.
Essa não é a primeira vez que a banda negocia seus ativos musicais. Em 2021, o grupo vendeu seus direitos autorais de publicação para o Hipgnosis Songs Fund, atualmente chamado Recognition Music Group, por aproximadamente US$ 150 milhões (R$ 737,8 milhões). A empresa, inclusive, está em processo de aquisição pela Sony Music em outro acordo bilionário.
Mercado de catálogos cresce entre artistas veteranos
A venda de catálogos musicais se tornou uma das principais tendências da indústria fonográfica nos últimos anos. Nomes históricos passaram a negociar seus direitos em acordos milionários impulsionados pela valorização do streaming e do consumo digital.
Entre os artistas que já venderam parte ou toda a obra estão Bruce Springsteen, Bob Dylan, Stevie Nicks, Neil Young, Britney Spears, Jack White e a banda Slipknot.



