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Retirada da próstata e disfunção erétil

- Uma das alternativas para o tratamento do câncer de próstata localizado é a retirada total da glândula (prostatectomia) sendo que após a cirurgia podem ocorrer alguns efeitos colaterais temporários ou não. Dependendo da técnica utilizada essa disfunção pode durar até um ano, o que ocorre de 12-83% dos pacientes. A preservação da enervação pênis/próstata é essencial para que não haja a disfunção erétil permanente. Nos pacientes com algum nível de disfunção erétil pré-operação a chance de ocorrer um quadro permanente é maior. Segundo estudos com a preservação da enervação aproximadamente 80% dos pacientes recuperam a potência sexual, sendo que fatores como a idade do paciente e a experiência do cirurgião irá aumentar ou diminuir essa porcentagem. Outras pesquisas afirmam que a cirurgia pode afetar o orgasmo, eliminando-o ou reduzindo a sua intensidade, mas a porcentagem para esses casos é mais baixa. Fatores vasculares também apresentam um fator de grande relevância na disfunção erétil já que a operação pode comprometer o fluxo sanguíneo da artéria do pênis. Apesar desse inconveniente a prostatectomia radical é muito eficaz para a "cura" do câncer de próstata e atualmente existem recursos para que haja uma melhora na potência sexual, como o uso de vasodilatadores, estimulantes sexuais e próteses penianas. O melhor tratamento varia para cada caso e dever ser indicado pelo médico. Referência: DUBBELMAN, Y.D. et al. Sexual function before and after radical retropubic prostatectomy: a systematic review of prognostic indicators for a successful outcome. European Urology, v.50, p.711-720, 2006. HOLZE, N.K.S. et al. Erectile dysfunction after radical prostatectomy: the impact of nerve-sparing status and surgical approach, International Journal of Impotence Research, v.24, p.155-160, 2012. Por Joyce Rouvier

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