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Sulfato ferroso e distúrbios gástricos

- O tratamento da anemia ferropriva consiste na orientação nutricional, administração via oral ou parenteral de compostos de ferro e, eventualmente, transfusão de sangue. A melhor reposição do ferro é por via oral e o seu benefício através da suplementação irá depender de fatores como a efetividade terapêutica, tolerância gastrointestinal, incidência de eventos adversos, perfil de segurança com risco mínimo de toxicidade e número de tomadas diárias necessárias. A correção da anemia ferropriva é influenciada pela intensidade da mesma, capacidade de tolerância e da absorção intestinal do pacientes aos suplementos de ferro e presença de doença concomitante. Um dos suplementos mais comercializados para a reposição de ferros são os sais de ferro como o sulfato ferroso, pois são rapidamente absorvidos. Apesar da sua eficácia apresenta algumas desvantagens como interação com susbtâncias como fitatos, polifenóis e outros componentes da dieta impedindo a sua absorção. O ferro ferroso pode ser oxidado a Fe3+ na luz intestinal gerando radicais livres capazes de provocar a peroxidação lipídica de proteínas da membrana do enterócito, ocasionando dano celular o que favorece o aparecimento de lesões inflamatórias como esofagite, gastrite, duodenite e úlceras. Os sintomas gastrotintestinais mais comuns por conta dele são náusea, vômito, gosto metálico, escurecimento do esmalte dentário, diarréia, desconforto abdominal e obstipação. Esses sintomas tem relação direta com a dose administrada e por isso a necessidade de um médico analisar essa balança entre as vantagens e desvantagens desse tratamento para o paciente. Referência: CANÇADO, R.D.; LOBO, C.; FREIDRICH, J.R. Tratamento da anemia ferropriva com ferro via oral. Rev Bras Hematol Hemoter, v.32, supl.2, p.114-120, 2010. Por Joyce Rouvier

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