Manaus/AM - No próximo domingo 30/07 a partir das 16 horas, o Almirante Hall, uma casa de tradição na música na cidade de Manaus, vai unir os amantes da música e os colecionadores de vinil, além da venda nesse formato que está tão em evidência, aliado a uma gama de shows de artistas locais.
Buscando ser uma feira diferenciada, a Feira do Vinil, reúnem também venda de cd's, dvd's, livros, quadrinhos, toca discos e outros artigos relacionados a música e literatura.
Todas as edições da "Feira do Vinil" tiveram suas peculiaridades, por exemplo a primeira feira do CAUA teve uma exposição de capas de discos clássicos de MPB, a do Caldeira homenageou Vinícius de Morares e agora a do Almirante vai homenagear um artista relevante, Zeca Torres (Torrinho) e com um disco que completa 25 anos.
Zeca Torres(Torrinho) tem uma carreira duradoura e com grande relevância para o Estado do Amazonas e que vem desde os anos 70, participou do disco duplo Nossa Gente, que reuniu os maiores nomes da música local como Cileno, Eliana Printes, Grupo Carrapicho entre, e tem a primeira gravação de Porto de Lenha.
Torrinho gravou seu primeiro álbum, “Porto de Lenha”, em 91 no Rio de Janeiro. Foi produzido pelo músico Maurício Maestro – que também participa como instrumentista, arranjador e intérprete – conta também com arranjos de Adriano Giffoni e Glória Calvente, além de músicos e participações como Claudio Nucci, David Tygel, Luciano de Castro, João Rebouças, Tito Freitas, Beto Cazes, Roberto Stepheson e Daniel Garcia. O lançamento do LP – ainda em vinil – se deu com uma noite de autógrafos no Amazonas Shopping em 92, seguido de show no Teatro Amazonas, com a participação especial do grupo vocal Boca Livre. A música Porto de Lenha é considerada até hoje como um hino extraoficial de Manaus, tendo sido cantada e regravada por diversos cantores e grupos através dos anos.
Em 2014, Zeca gravou seu novo CD no Rio de Janeiro, chamado “ZECA TORRES – BAILANDO NA ESCURIDÃO”, é composto de 12 músicas inéditas, todas autorais, do compositor Zeca Torres em parcerias com vários letristas amazônicos. A música título do CD, é uma homenagem ao objeto inanimado feito de pano, o tripa. É ele quem dança embaixo do boi de Parintins – e em outras regiões do país se chama miolo.
Por esse conjunto de fatores e de grande apelo cultural e popular essa feira dá um ponto de partida para outro olhar sobre a música e busca unir os colecionadores e apaixonados pela diversidade musical.

