Um cabeleireiro de 29 anos, que não quis se identificar, acusou oito Policiais Militares de terem o torturado por cerca de uma hora durante o bloco de carnaval "Bocal Queimado", no bairro Armando Mendes, Zona Leste de Manaus.
Segundo a vítima, que registrou denúncia na Corregedoria da Secretaria de Segurança do Estado do Amazonas, fazendo exame de corpo e delito, os policiais que o agrediram vêm o ameaçando de morte.
O crime teria ocorrido quando o cabeleireiro filmava a abordagem dos policiais militares aos foliões do bloco.
“Percebi que os PMs estavam agindo com muita agressão e resolvi filmar. Nesse momento, um dos policiais me arrastaram por 200 metros até a Cicom”, disse. Ele afirmou que os PMs estavam dispersando foliões e ambulantes com spray de pimenta e bomba de efeito moral.
Foi dentro da 25ª Companhia Interativa Comunitária, que segundo a vítima, a agressão ocorreu.
O cabaleireiro afirmou ainda que foi atingido com choques elétricos, chutes e murros. "Você é gay, tem que morrer, você decide se quer morrer agora ou depois, os policiais gritavam para mim, todos sob o comando de uma tenente identificada apenas como “Priscila” que filmava toda a tortura e gritava que iria mostrar meu rosto a um traficante conhecido da área como ‘ Hudson’”, disse a vítima.

