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Estreia no Cine Teatro Guarany documentário antropológico sobre conde italiano que viveu no Amazonas

Nesta segunda-feira, 7 de outubro, às 18h30, no Cine Teatro Guarany, anexo ao Palácio Rio Negro (avenida Sete de Setembro, nº 1.546, Centro, zona sul), será exibido o documentário “Ermanno Stradelli, o Filho da Cobra Grande”, do diretor italiano Andrea Palladino.

A promoção do evento é do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), via Núcleo de Antropologia Visual da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo.

Casimiro Beskta Stradelli nasceu em um castelo, na Itália, em 8 de dezembro de 1852. Era conde, jovem, rico e aventureiro. Veio para o Amazonas em 1879 e aqui viveu mais de 43 anos. Com recursos próprios, percorreu florestas, rios e igarapés, aprendeu a falar o nheengatu e se apaixonou pelas histórias que os índios contavam. Coletou e registrou mitos, principalmente o de Jurupari. Porém, contraiu lepra e foi enxotado de hotéis, pensões e até mesmo de hospitais. Morreu, solitário e pobre na periferia de Manaus, em um casebre improvisado em leprosário em 24 de março de 1926.

Após a exibição do documentário, que tem a duração de 52 minutos, haverá debates com o escritor e dramaturgo Marcio Souza, encenador da peça “Jurupari, a guerra dos sexos” (Tesc); o médico e historiador Antonio José Loureiro, que também é presidente do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (Igha) e membro da Academia Amazonense de Letras (AAL); e o ator Paulo de Tarso Mamulengo, que interpreta o conde Stradelli no filme.

 “Ermano Stradelli, o Filho da Cobra Grande” é uma coprodução Brasil-Itália. O longa-metragem tem direção, roteiro e fotografia de Andrea Palladino. A produção executiva é Astrid Lima. No elenco, estão os atores Paulo de Tarso “Mamulengo” e Daiana da Silva Neto. Os textos são de Stradelli, Andréa Palladino e Astrid Lima. A pesquisa iconográfica foi conduzida por Vera Lucia Ferreira.

A produção do documentário contou com o apoio da Amazonas Film Commission do Governo do Estado do Amazonas, da Emilia Romagna Film Commission e do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo.


 

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