Com o objetivo de desestimular brincadeiras que incitam atitudes violentas, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seas), lançou a quarta edição da Campanha do Desarmamento Infantil “Violência nem Brincando” – que troca armas de brinquedo por livros e jogos educativos.

O lançamento oficial da campanha aconteceu no Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti) Elisa Bessa Freire, no bairro Jorge Teixeira, zona leste, com a coordenação do projeto “Ame a Vida”, da Seas, e apoio das Polícias Militar e Civil, Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). Ao todo, 103 escolas da rede pública estadual com turmas de 1º ao 9º ano do ensino fundamental aderiram à campanha e instalaram postos de coleta e troca das armas por livros e jogos educativos. O desarmamento infantil segue até o dia 26 de novembro.

Para estimular os estudantes à troca, a campanha prevê uma agenda com 1,5 mil palestras e 500 oficinas educativas nestas escolas e nos Centros de Convivência do Estado. De acordo com a coordenadora do projeto “Ame a Vida”, Maricília Costa, a expectativa é alcançar 62 mil alunos. “Precisamos incentivar e cultivar a cultura da paz com brincadeiras saudáveis e sem nenhum tipo de violência”, disse.

Para a secretária executiva de Educação da Seduc, Maria de Nazaré Vincentim, ao se desfazer da arma de brinquedo a criança está se livrando de um condutor à violência. “Quando o pai ou uma mãe presenteia um filho com uma arma de brinquedo eles estão alimentando naquela criança um comportamento de violência que na infância pode ser uma brincadeira, mas que na fase adulta pode representar grandes problemas à sociedade”, avaliou.

Ao final da campanha a escola que arrecadar mais armas de brinquedo será premiada com um troféu. Além desta competição haverá um concurso de desenho e redação com ênfase no tema paz e harmonia. Tanto a redação quanto o desenho vai premiar os primeiros lugares com um notebook.

Desde 2010, as campanhas de desarmamento infantil já somaram cerca de 22 mil unidades de brinquedos recolhidos e substituídos nas escolas da capital. Todo material recolhido é incinerado.

