Estudantes e professoras do 2º ano do Ensino Médio da rede pública estadual têm até o dia 26 de outubro para se inscreverem nos projetos de imersão científica do Programa Futuras Cientistas 2027, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Na Fiocruz Amazônia, uma das grandes atrações desta edição é o projeto "Vigilância de arbovírus na Amazônia: Da cultura de células ao diagnóstico molecular".
Coordenada pela pesquisadora Valdinete Nascimento — lotada no Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis da Amazônia (EDTA) —, a iniciativa colocará as participantes em contato direto com as áreas de Virologia, Biologia Molecular e Genômica.
A experiência prática ocorrerá entre 4 e 29 de janeiro de 2027, somando uma carga horária de 80 horas na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus. Cada participante selecionada receberá uma bolsa no valor de R$ 300,00 para vivenciar o cotidiano de laboratório, conhecer projetos de pesquisa de ponta e expandir sua bagagem no universo acadêmico.
Para a pesquisadora Valdinete Nascimento, o programa cumpre um papel fundamental: "Ter a oportunidade de participar do Futuras Cientistas é sobretudo uma forma de contribuir para a popularização da Ciência e o estímulo às jovens estudantes que pretendam um dia seguir a carreira científica". Na Região Norte, além do Amazonas, instituições dos estados do Pará, Roraima, Rondônia, Tocantins e Amapá também tiveram projetos aprovados.
As interessadas devem realizar o cadastro no site oficial do programa ( www.futurascientistas.com.br ), preencher o formulário, selecionar o projeto de Vigilância de Arbovírus e apresentar documentos como RG, CPF, boletim escolar de 2026 (ou documento equivalente validado pela escola) e o Currículo Lattes.
Desenvolvido originalmente pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), o programa Futuras Cientistas busca promover a equidade de gênero no mercado profissional, reduzindo barreiras para a permanência de mulheres na ciência por meio de frentes como imersão científica, bancas de estudo, mentoria e estágios. O impacto da iniciativa é expressivo: em uma década, 70% das participantes foram aprovadas no vestibular, sendo que 80% delas optaram por carreiras nas áreas de Ciência e Tecnologia.
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