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Proposta prevê conscientização de pais que não autorizarem a vacinação contra o HPV

Os pais ou responsáveis que não autorizarem à vacinação das filhas contra o HPV, principal causador do câncer de colo de útero, precisam ser conscientizados e convencidos da importância da vacina para as meninas de 11, 12 e 13 anos. Um trabalho individualizado para esses pais foi proposto por meio de indicação, pela vereadora Professora Jacqueline, na Câmara Municipal de Manaus.

Segundo ela, muitos pais e mães responsáveis, por formação religiosa ou mesmo por falta de informação sobre o tema, podem não assinar o termo obrigatório que autoriza as meninas de tomarem a vacina nas escolas públicas do município e Estado.  “Estamos propondo o acompanhamento de todos esses casos para que se possível, seja feito um convencimento a respeito da necessidade da vacinação”, destacou.

A imunização contra o vírus papilomavírus tem meta de alcançar cerca de 50 mil meninas nessa ação pioneira no País. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal de Educação, os pais precisam assinar um termo de consentimento entregue pela própria escola aos alunos.

A campanha seguirá até o dia 30 de agosto, atendendo 686 escolas municipais, estaduais e particulares. A vacinação será feita na própria escola onde as adolescentes estudam, sendo exigida autorização por formulário assinado pelos os pais ou responsáveis, antecipadamente.

A vacina contra o HPV deve ser ministrada em três doses, com  intervalo de 60 dias para a segunda dose e 180 dias para a terceira dose. “É importante divulgar que as adolescentes que não estiverem, por qualquer motivo, matriculadas em escolas, também poderão procurar as unidades básicas de saúde para receber a vacina”, destacou.

O HPV é responsável por 90% dos casos de câncer de colo do útero, que é o tipo de câncer que mais atinge e que mais causa a morte de mulheres em toda a região norte. No ano de 2012, foram 196 mortes somente na capital amazonense.

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