O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou queda de 0,45% em Belém em julho de 2026, a maior retração entre as áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês. O resultado contrasta com a média nacional do período, que ficou em alta de 0,07%.
A retração na capital paraense foi puxada pela queda de 3,42% no preço da gasolina e pelo recuo de 14,24% no valor do açaí, item que pesa no orçamento das famílias locais e é usado como referência de custo de vida na região. Os dois itens compensaram avanços em outros grupos, como habitação, e levaram o índice da cidade para o campo negativo.
Na prática, o resultado representa alívio no bolso de quem abastece o carro ou consome açaí no dia a dia em Belém, embora o efeito não se estenda automaticamente a outros produtos da cesta de consumo. O IBGE calcula o IPCA com base em preços coletados ao longo do mês em nove capitais e outras regiões metropolitanas do país.
Belém foi a área com a maior queda entre as monitoradas pelo IBGE em julho, enquanto Rio Branco, no Acre, teve a maior alta do país, de 0,32%, puxada pelo preço das passagens aéreas.



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