Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em Belo Horizonte em 17 de agosto de 1898, data que completa 128 anos nesta segunda-feira. Ele foi o primeiro diretor do então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje Iphan, criado em 1937 pelo governo Getúlio Vargas dentro do Ministério da Educação e Saúde, ao lado de intelectuais e artistas ligados ao movimento modernista.
À frente do órgão por 30 anos, até 1967, Rodrigo introduziu no Brasil a figura jurídica do tombamento, formou uma rede de técnicos especializados em preservação e conduziu inventários, pesquisas e restaurações de monumentos por todo o país. Também organizou arquivos e acervos fotográficos que até hoje servem de base para estudos sobre o patrimônio histórico brasileiro.
Sob sua gestão foram criados museus regionais como o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, em 1938, o Museu das Missões, em Santo Ângelo, em 1940, o Museu do Ouro, em Sabará, em 1945, e o Museu do Diamante, em Diamantina, em 1954. Ele também fundou, em 1937, a Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, usada para divulgar as ações do órgão, e escreveu obras de referência sobre monumentos históricos do país.
O período em que Rodrigo Melo Franco de Andrade dirigiu a instituição ficou conhecido como a fase heroica do Iphan, quando se consolidou no Brasil a ideia de proteção formal ao patrimônio cultural. Seu legado é lembrado até hoje em prêmios e homenagens promovidos pelo próprio instituto que ajudou a fundar.



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