A confirmação de novos casos de sarampo na capital paulista fez aumentar a procura pela dose de reforço nos postos de vacinação nesta sexta-feira, 7.
Segundo levantamento feito pelo Estadão com base no site "De Olho na Fila", da Prefeitura de São Paulo, 153 unidades registraram longas filas no período da manhã. Nas redes sociais, usuários compartilhavam tanto informações sobre a fila, o tempo de espera quanto davam dicas de locais mais vazios.
"Povo do centro, até 15h30 tem vacina contra sarampo sem fila na Praça do Rotary", escreveu um usuário no Instagram.
O Estadão procurou a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e o secretário Luiz Carlos Zamarco e aguarda retorno.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) enviou, na tarde de ontem, quinta-feira, 6, 150 mil novas doses da vacina tríplice viral para a capital paulista e 80 mil doses para o município de São Bernardo do Campo.
A pasta ressalta que todos os municípios estão abastecidos. "A responsabilidade pelas estratégias e ações específicas para o armazenamento e o remanejamento das doses entre as unidades de saúde são dos próprios municípios", disse a SES-SP.
Conforme dados foram obtidos pela Sociedade Brasileira de Imunizações junto à Secretaria de Saúde de São Paulo. Até a publicação desta matéria, a capital paulista registrou mais sete casos de sarampo. Ao todo, já são 23 casos no Estado.
20 na capital;
2 em São Bernardo do Campo;
1 em Guarulhos;
Diante do avanço de casos, a Secretaria da Saúde recomenda que todas as pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo sejam vacinadas, independentemente da situação vacinal - ou seja, a orientação vale mesmo para quem já tomou o imunizante.
Além disso, a Secretária Estadual de Saúde também anunciou a Campanha de Multivacinação para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, que começou na última segunda, 3.
Na terça-feira, 28, o Ministério da Saúde também ampliou a recomendação da vacina contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo.
Segundo a pasta, a estratégia foi adotada após a identificação de casos da doença que indicam "uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus nessas localidades".
As investigações epidemiológicas seguem em andamento e, até o momento, os casos permanecem classificados como de fonte de infecção desconhecida, informou o Ministério da Saúde.
Quem deve se vacinar
A pasta reforçou que a vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos.
Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a chamada dose zero, uma aplicação adicional em crianças de 6 a 11 meses, grupo mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença.
Somente em 2026, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral a Estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões de doses já foram aplicadas em todo o País.
Em 2025, a cobertura vacinal nacional alcançou 92,9% para a primeira dose (D1) da vacina tríplice viral e 78,3% para a segunda dose (D2), informou o órgão. O Ministério da Saúde reforçou que manter a caderneta de vacinação atualizada é a principal forma de prevenir o sarampo e evitar a reintrodução da doença no País.




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