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Bolsonaro sugere que Moraes tenha 'recebido 50 milhões de dólares' nas Eleições 2022

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Manaus/AM - Durante a reunião entre Jair Bolsonaro e seus ministros, gravada em vídeos que foram apreendidos pela Polícia Federal no computador do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o ex-presidente sugere que as eleições foram fraudadas e que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, poderiam estar recebendo uma quantia em dólares.

"Pessoal, perder uma eleição não tem problema nenhum. Nós não podemos é perder a democracia numa eleição fraudada! Olha o Fachin. Os caras não têm limite. Eu não vou falar que o Fachin tá levando 30 milhões de dólares. Não vou falar isso aí. Ou que o Barroso tá levando 30 milhões de dólares. Não vou falar isso aí. Que o Alexandre de Moraes tá levando 50 milhões de dólares. Não vou falar isso aí. Não vou levar pra esse lado. Não tenho prova, pô! Mas algo esquisito está acontecendo", diz Bolsonaro em um trecho.

Ainda na reunião, Bolsonaro convoca seus ministros a fazerem "alguma coisa" antes das eleições presidenciais de 2022 para impedir a vitória de Lula.

No encontro, em julho de 2022, Bolsonaro afirma que o Brasil viraria um caos caso o PT assumisse o poder, e insinua que as eleições brasileiras seriam fraudadas. "Não adianta eu ter 80% dos votos. Eles vão ganhar as eleições", disse.

Os vídeos foram obtidos pelo repórter Túlio Amâncio, da Band Brasília e são considerados cruciais pela PF, que aponta uma "dinâmica" golpista na alta cúpula do governo.

Operação

Na decisão em que autorizou as operações de busca e apreensão e as prisões contra aliados de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes afirma que a reunião comandada pelo ex-presidente "nitidamente revela o arranjo de dinâmica golpista no âmbito da alta cúpula do governo, manifestando-se todos os investigados que dela tomaram parte".

Segundo a Folha de S. Paulo, além de Bolsonaro, também o general Braga Netto, então ministro da Casa Civil, o general Augusto Heleno, que então comandava o Gabinete de Segurança Institucional, e o então ministro da Justiça, Anderson Torres, fazem falas que colocam em dúvida a lisura do processo eleitoral brasileiro.

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