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Brasil cobra resposta "vigorosa" da ONU após operação dos EUA na Venezuela

Brasil cobra resposta "vigorosa" da ONU após operação dos EUA na Venezuela
Brasil cobra resposta "vigorosa" da ONU após operação dos EUA na Venezuela

O governo brasileiro confirmou sua participação na reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas, agendada para esta segunda-feira (5), para debater a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela. A decisão foi anunciada pela ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, após uma cúpula ministerial de emergência realizada neste sábado (3). O encontro da ONU, solicitado pela Colômbia com o apoio estratégico de Rússia e China, buscará avaliar as consequências da captura de Nicolás Maduro e a legitimidade da intervenção estrangeira no país vizinho.

No campo regional, a diplomacia brasileira também lidera esforços para consolidar um posicionamento unificado através da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Uma reunião com os 33 países membros está prevista para este domingo (4), visando utilizar o único mecanismo que reúne todas as nações em desenvolvimento das Américas para discutir a crise. O Itamaraty reforçou que o Brasil mantém a condenação veemente à ação militar, seguindo a diretriz do presidente Lula de cobrar uma resposta rigorosa da ONU contra a violação da soberania territorial.

Sob a ótica do direito internacional, o Brasil reafirmou sua tradição histórica de oposição a invasões e defesa da autodeterminação dos povos. Questionada sobre o reconhecimento do comando na Venezuela após a captura de Maduro, a ministra Maria Laura da Rocha foi enfática ao declarar que o país reconhece Delcy Rodríguez como a autoridade legítima. Para o governo brasileiro, na ausência forçada do titular, a vice-presidente assume as funções como presidente interina, mantendo a continuidade constitucional do Estado venezuelano.

Internamente, a estrutura de segurança e monitoramento foi reforçada para evitar reflexos diretos no território nacional. O ministro da Defesa, José Múcio, informou que o Brasil mantém um contingente de 10 mil militares na região amazônica, dos quais 2.300 estão posicionados em Roraima. Apesar do aparato, Múcio destacou que o clima na fronteira permanece calmo e que não há registro de movimentações anormais. As passagens fronteiriças seguem abertas e monitoradas em estreita colaboração com o governo do estado de Roraima.

Em relação à segurança de civis, o Itamaraty trouxe notícias tranquilizadoras sobre a comunidade brasileira que reside ou transita pela Venezuela. Até o momento, não há relatos de brasileiros feridos ou vítimas dos ataques sofridos por Caracas e outras cidades. A ministra interina confirmou que um grupo de aproximadamente 100 turistas brasileiros, que enfrentava dificuldades de locomoção devido ao fechamento de aeroportos, conseguiu cruzar a fronteira terrestre com sucesso neste sábado, contando com o apoio logístico do consulado local.

A Embaixada do Brasil em Caracas permanece em regime de plantão, acompanhando em tempo real os desdobramentos da administração provisória anunciada por Donald Trump e a situação dos brasileiros que ainda permanecem em solo venezuelano. O governo federal destaca que qualquer cidadão em dificuldades deve procurar as representações diplomáticas, que estão operando para garantir o retorno seguro de quem deseja deixar o país em meio ao cenário de incerteza geopolítica que atinge o continente.

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