O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou, em sessão plenária, uma resolução histórica que endurece as regras para o exercício da profissão no Brasil. A partir de agora, alunos de medicina que não atingirem a nota mínima na Avaliação Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina (MET/ENAMED) serão impedidos de obter o registro profissional, o que os impossibilita de atender pacientes.
A medida surge como uma resposta direta à preocupação com a qualidade do ensino médico no país. Segundo o conselho, os dados mais recentes são alarmantes: mais de 13 mil concluintes não atingiram o conceito mínimo de conhecimento exigido.
"Eles não estão aptos a atender a nossa população. Não podemos ter profissionais que coloquem em risco a saúde das pessoas", afirmou um dos conselheiros durante a sessão.
O CFM já solicitou ao Ministério da Educação (MEC) a lista nominal desses estudantes para impedir a emissão dos registros profissionais. A decisão intensifica o que as lideranças médicas classificam como uma "guerra permanente" pela qualidade do ensino.
O conselho também reforçou o histórico de luta contra a abertura desenfreada de cursos. Membros da gestão lembraram que, no Amazonas, o conselho regional já havia barrado 480 novas vagas de medicina devido à falta de estrutura hospitalar e acadêmica adequada.
Fiscalização e Qualidade
Para o Conselho Federal, a resolução é uma barreira necessária para garantir que apenas médicos qualificados cheguem ao mercado de trabalho. A entidade promete manter a fiscalização rigorosa tanto na formação quanto na infraestrutura das faculdades para assegurar um atendimento digno à população brasileira.

