A deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP) negou, nesta quinta-feira (21), ter usado dinheiro de campanha eleitoral para fazer um procedimento de harmonização facial e alega ter sido vítima de perseguição política. Silvia teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP).
A deputada foi denunciada por uma ex-assessora ao Ministério Público (MP). Ao comentar sobre os recibos apresentados pela ex-coordenadora, Silvia disse que era falso. Em vídeo, Waiãpi relata que essa assessora a levou até o consultório do dentista, que seria um apoiador da campanha. Eles teriam gravado um vídeo juntos — mas ela nunca teria feito nenhum procedimento com o cirurgião.
"O que mais me espanta é que, dez dias após a gravação desse vídeo, ela foi ao consultório do dentista e pegou um recibo dizendo que eu havia feito tratamentos dentários, mas eu não fiz nenhum. Esse recibo é falso. Não fiz nenhum tratamento dentário ou harmonização facial".
Waiãpi disse ainda que ficou sabendo da cassação pelos jornais e que não teve direito de se defender. Ela alega que está sofrendo perseguição após realizar uma série de denúncias no Amapá. A deputada afirma que "raposas velhas do meio político que atuam no estado" estão incomodadas com a sua participação nas denúncias sobre organizações criminosas que fazem cooptação de crianças e adolescentes na região Norte do país para a exploração sexual.

