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Ex-secretário de Cabral pede transferência para o sistema penitenciário do Rio

RIO - O ex-secretário estadual de Governo do Rio Wilson Carlos solicitou na semana passada ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, para ser transferido da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba para o sistema penitenciário do Rio. A defesa alega no pedido que familiares do ex-secretário deixam de visitá-lo em razão da distância. Wilson Carlos está preso desde novembro do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Calicute, em que também foi levado o ex-governado Sérgio Cabral (PMDB). De acordo com a defesa, Wilson Carlos é único réu no processo da Calicute a permanecer em longe de seu estado, defensores e familiares.

“Por outro lado, a permanência do requerente em Curitiba deteriora sua condição de ser humano. Lá, o requerente, que nem sequer foi condenado, sofre severas dificuldades em preservar seus laços familiares. Vale destacar que familiares de Wilson Carlos deixam de visitá-lo em razão da distância. Assim, há dupla penalização aos familiares: sofrem pelo afastamento do ente querido e não podem realizar as visitas regulares, que lhes são asseguradas pela legislação, em razão dos autos custos de um deslocamento entre o Rio de Janeiro e Curitiba”, alega a defesa no pedido.

Quando foi deflagrada a Operação Calicute, Wilson Carlos foi levado para Curitiba porque o juiz Sérgio Moro havia decretado inicialmente sua prisão temporária (5 dias). Assim, ele prestaria depoimento inicialmente para os investigadores paranaenses. Mas, depois a prisão foi convertida em preventiva (por prazo indeterminado) e o ex-secretário continuou no Paraná. No pedido para trazê-lo para o Rio, os advogados alegam que Wilson Carlos já prestou os depoimentos agendados pela Justiça paranaense.

“Ademais, excelência, o requerente já foi interrogado, em 27 de abril, pelo MM. Juiz Sérgio Moro, por ocasião da única ação penal que responde perante à 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba/PR. Já exerceu seu direito de audiência naquele processo, respondendo a todas as perguntas que lhe foram formuladas. Além disso, os demais processos aos quais responde o requerente tramitam na Justiça Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, mais especificamente perante este MM. Juízo. Não havendo razão, portanto, para sua permanência no Estado do Paraná”, conclui a defesa.

No Rio, os presos da Calicute com ensino superior, caso de Wilson Carlos, estão em Bangu 8.

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