O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu ampliar a lista de possíveis nomes para comandar a Casa Civil no quarto mandato e evitar que a escolha seja interpretada como uma indicação antecipada de seu sucessor. A movimentação ocorre após Fernando Haddad e Camilo Santana aparecerem como os principais cotados para assumir o ministério.
Segundo informações de bastidores divulgadas pela CNN Brasil, Lula avalia que a nomeação de um dos dois poderia ser entendida como uma sinalização sobre quem pretende apoiar na sucessão presidencial. O presidente, de acordo com interlocutores, quer concentrar as atenções no novo mandato e deixar essa discussão para outro momento.
Com a decisão de abrir espaço para outras alternativas, aliados também passaram a mencionar a ex-ministra Gleisi Hoffmann, que não conseguiu se eleger para o Senado pelo Paraná e está sem mandato.
Outra possibilidade discutida no entorno do presidente é distribuir funções de destaque a Haddad e Camilo em outras áreas do governo. Entre as pastas citadas estão os ministérios da Segurança Pública, cuja criação depende da aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), e da Educação.
A área educacional deverá conduzir iniciativas como a ampliação do ensino em tempo integral e o Pé-de-Meia Universitário.
A preocupação com a sucessão também remete ao segundo mandato de Lula, quando Dilma Rousseff foi escolhida para sucedê-lo. Antes de deixar o governo, ela comandou a Casa Civil entre 2005 e 2010 e ganhou projeção nacional à frente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
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