Na noite de quinta-feira, (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu uma análise completa sobre os impactos da decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. A medida, que passa a valer em 5 de junho, foi anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano e permite congelamento de ativos, sanções financeiras e maior cooperação internacional em investigações.
O governo brasileiro reagiu com preocupação. Lula solicitou relatórios sobre possíveis efeitos diplomáticos, econômicos e de segurança. O assessor especial Celso Amorim afirmou que segurança é tema nacional e que qualquer pretexto para intervenção estrangeira é inaceitável. Já Gleisi Hoffmann reforçou que o Brasil é contra equiparar facções criminosas ao terrorismo, pois isso poderia abrir espaço para ações externas.
Entre os impactos possíveis estão tensões nas relações Brasil–EUA, pressão para mudanças jurídicas internas, maior protagonismo de órgãos como a CIA em investigações e risco de sanções financeiras contra empresas brasileiras. O Itamaraty está avaliando alternativas e Lula reafirmou que o combate ao crime organizado continuará sendo tratado como questão de segurança pública nacional.




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