Uma denúncia do Ministério Público de Roraima levou à condenação do psicólogo Jorge Manoel Mendes Cardoso por falsidade ideológica praticada no concurso para Agente Penitenciário do estado, realizado em 2021.
Responsável pela coordenação da etapa psicológica — aplicada pelo Instituto AOCP — e pela análise dos recursos dos candidatos considerados "não recomendados", ele atribuiu os pareceres a dois psicólogos que jamais integraram a banca revisora, usando indevidamente seus nomes e registros profissionais. A manobra deu aparência de legalidade a 182 pareceres que confirmaram as reprovações.
Para o promotor Masato Kojima, autor da denúncia, a inserção dos nomes foi deliberada e comprometeu a lisura do certame, prejudicando centenas de candidatos. Segundo ele, conduta idêntica foi praticada pelo réu em concursos de Goiás e do Distrito Federal.
A 1ª Vara Criminal condenou o psicólogo a 2 anos e 6 meses de reclusão, substituídos por penas restritivas de direitos, e ao pagamento de R$ 81 mil por danos morais coletivos, com correção monetária e juros desde 2021.



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