A Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) afirmou, nesta sexta-feira (28), que a rebelião no Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro Alves, em Rio Branco, foi motivada por uma tentativa de fuga dos presos.
Os internos tomaram o comando da unidade prisional por volta das 9h30, de quarta-feira (26), deixando um agente penitenciário ferido com um tiro de raspão e outro mantido refém durante todo o motim.
Por volta das 10h de quinta-feira (27), mais de 24h depois, os detentos encerraram o motim. Quando as tropas da Polícia Civil, Militar e Força Nacional entraram no presídio, foi constatada a morte de cinco internos.
A Sejusp divulgou os nomes dos detentos que foram executados. São eles: Ricardinho Vitorino de Souza, vulgo Anjo da Morte; Marcos Cunha Lindoso, vulgo Dragão; Francisco das Chagas Oliveira da Silva, vulgo Ozim; Lucas de Freitas, vulgo Poloco; David Lourenço da Silva, vulgo Mendigo.
De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), três deles foram decapitados.
Ainda na quinta-feira (27), quatro homens foram presos enquanto planejavam uma vingança pelos detentos que foram mortos durante no conflito. Eles tinham armas e munições que foram apreendidas pela Polícia Militar.
A Secretaria de Segurança segue investigando a motivação da rebelião, visto que surgiu outra versão de que ela ocorreu porque um grupo criminoso queria demonstrar poder, e com isso matar membros da facção rival.



