O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para atuar em todos os processos que envolvem o Banco Master, incluindo a análise da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. Com a decisão, o magistrado não participará do julgamento na Segunda Turma, marcado para o dia 13 de março, que decidirá se mantém ou revoga a ordem de prisão expedida pelo atual relator do caso, ministro André Mendonça.
Além de se afastar do braço criminal da investigação, Toffoli também abriu mão da relatoria de um mandado de segurança protocolado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). A ação tenta obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma CPI para apurar fraudes financeiras na instituição. Embora o regimento do STF não impusesse um impedimento automático, o ministro optou pelo afastamento voluntário após interlocutores da Corte avaliarem que não havia restrições formais à sua atuação até o momento.
O recuo de Toffoli ocorre em meio ao avanço das investigações da Operação Compliance Zero. Recentemente, a Polícia Federal encontrou mensagens mencionando o ministro no celular de Daniel Vorcaro, apreendido durante as diligências. O elo entre o magistrado e o caso também passa pela sociedade de Toffoli em um resort no Paraná, que foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao banco.
