A vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União Brasil) pediu ao presidente da Câmara Municipal o afastamento de Senival Moura (PT), preso pela segunda vez nesta quarta-feira, 28, por suspeita de envolvimento com o crime organizado.
Segundo o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil do Estado, o parlamentar é suspeito de gerir as finanças da Transunião, empresa de ônibus na mira das investigações por um suposto esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa do vereador do PT nega as acusações.
É a segunda vez que o vereador petista é preso pela suspeita de envolvimento com o PCC. O parlamentar foi detido em junho, no bojo da mesma investigação, e liberado no início de agosto, após o Tribunal de Justiça de São Paulo avaliar que o prazo determinado para a prisão temporária foi ilegal.
Na representação, Amanda alega que o pedido de afastamento não é "juízo de culpa penal", mas uma medida "destinada a preservar a dignidade da Casa".
"Não é compatível com a dignidade desta Casa que o vereador formalmente denunciado (...) participe da assinatura dos contratos da Câmara, custodie seus documentos, figure na linha sucessória de sua Presidência e tenha sob sua guarda documentos que podem interessar à apuração dos fatos", diz a parlamentar na petição à Mesa Diretoria.
Amanda pede que o comando da Casa aja "de ofício" para afastar o vereador do mandato, além de destituí-lo do cargo que ocupa na Mesa Diretora e das presidências que exerce em comissões permanentes. A representação também foi encaminhada à Corregedoria da Câmara.
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