O Banco Central divulgou nesta terça-feira (22) a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada em 15 e 16 de setembro, que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido no atual ciclo de flexibilização monetária, e a decisão foi tomada por unanimidade entre os membros do colegiado.
No documento, o Banco Central detalha o cenário de referência usado pelo comitê, que projeta o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 5,2% para 2026, 3,9% para 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028, patamar ainda acima do centro da meta de inflação perseguida pela autoridade monetária. A ata também cita as expectativas do boletim Focus, que apontavam inflação de 4,9% neste ano e 4,3% no próximo.
Sobre os próximos passos, o Copom afirma na ata que "os riscos de alta e de baixa permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista" para a inflação, e que o tamanho total do ciclo de cortes de juros ainda vai depender de novas informações sobre atividade econômica e preços.
Uma Selic mais baixa tende a reduzir, de forma gradual, o custo do crédito para financiamento de imóveis e veículos, além do capital de giro das empresas, e a aliviar o peso das dívidas das famílias atreladas a juros pós-fixados. O ritmo dos próximos cortes, porém, seguirá condicionado à trajetória da inflação nos meses seguintes, segundo o comunicado do Banco Central.
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