O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 14,25% para 14% ao ano, em decisão unânime anunciada em 5 de agosto de 2026. Foi o quarto corte seguido de 0,25 ponto percentual no ciclo iniciado em março, quando a taxa começou a recuar dos 15% ao ano.
Com a Selic mais baixa, o CDI passa a operar próximo desse novo patamar, referência que baliza empréstimos pessoais e linhas de crédito atreladas ao indicador, o que tende a baratear novos contratos de financiamento. Já o rotativo do cartão de crédito, com taxas historicamente acima de 400% ao ano, segue pouco sensível ao movimento, e financiamentos já fechados a taxas fixas não mudam com a decisão.
O corte ocorre com a inflação ainda pressionada: o IPCA-15 acumulado em 12 meses está em 4,52%, perto do teto da meta de 4,5% perseguida pelo Banco Central, que vai de 1,5% a 3% com esse limite superior. Mesmo assim, o Copom avaliou que havia espaço para reduzir o aperto monetário e disse que o tamanho total do ciclo de cortes dependerá de novas informações sobre a convergência da inflação à meta.
O comitê afirmou permanecer aberto a novos ajustes na reunião de setembro, sem se comprometer com o ritmo dos próximos passos.




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