Todo 17 de agosto o Brasil marca o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, data ligada ao nascimento de Rodrigo Melo Franco de Andrade, que comandou por décadas o órgão federal responsável por proteger os bens culturais do país. É uma data para lembrar o valor de construções, acervos e tradições que contam a história das cidades — e Manaus tem uma coleção e tanto para chamar de sua.
A capital amazonense guarda um centro histórico erguido em boa parte na época áurea da borracha, quando a riqueza do látex financiou palácios, praças e prédios públicos imponentes. O mais famoso deles é o Teatro Amazonas, inaugurado no fim do século XIX, com sua cúpula colorida e materiais trazidos da Europa, que se tornou o cartão-postal da cidade.
Em 2026, esse patrimônio ganhou reconhecimento internacional: o Teatro Amazonas, em Manaus, e o Theatro da Paz, em Belém, passaram a integrar a Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, entrando para um seleto grupo de bens culturais protegidos no mundo inteiro. É o tipo de chancela que reforça a importância de preservar a memória construída na Amazônia.
Além dos teatros, a cidade reúne igrejas antigas, o casario do porto, mercados e museus que ajudam a entender como Manaus cresceu no meio da floresta. Celebrar o Dia do Patrimônio, por aqui, é também um convite para olhar com mais cuidado para esses lugares que resistem ao tempo e seguem contando a história do Amazonas.



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