Todo dia 28 de setembro é celebrado no mundo o Dia Mundial contra a Raiva, data criada por organizações internacionais de saúde para lembrar que a doença, quase sempre fatal quando os sintomas aparecem, ainda pode ser evitada com vacinação. A data também marca o aniversário de morte de Louis Pasteur, cientista que desenvolveu a primeira vacina contra a raiva no século 19.
Em Manaus, a data chega em meio à Campanha de Vacinação Antirrábica Animal deste ano, conduzida pela Semsa por meio do Centro de Controle de Zoonoses Carlos Durand. A meta de 2026 é imunizar 282,4 mil cães e gatos na capital, entre eles 202,4 mil cães e 80 mil felinos, incluindo etapas específicas para comunidades ribeirinhas nas calhas dos rios Amazonas e Negro. Em 2025, a campanha já havia superado a própria meta, imunizando mais de 288 mil animais.
A vigilância segue ativa porque o vírus continua circulando na fauna silvestre da região. Em 2025, um morcego da espécie Artibeus lituratus, que se alimenta de frutas e raramente ataca pessoas, foi capturado no Centro de Manaus após apresentar comportamento anormal e testou positivo para raiva em exame do laboratório central do estado. O caso reforçou o alerta da vigilância sanitária para que moradores evitem qualquer contato com morcegos, vivos ou mortos, e acionem o CCZ ao notar animais com comportamento estranho.
Apesar da confirmação do vírus circulando entre morcegos, a gerência do CCZ afirma que Manaus não registra nenhum caso de raiva humana ou em animais domésticos há mais de 25 anos — um resultado direto de décadas de campanhas de vacinação. Manter a vacinação de cães e gatos em dia, hoje aplicada gratuitamente no centro de zoonoses, segue sendo a principal forma de garantir que essa marca continue de pé.
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