Hoje é celebrado o Dia Mundial do Correio, data criada em 1969 durante o congresso da União Postal Universal (UPU), em Tóquio, a partir de uma proposta do delegado indiano Anand Mohan Narula. A escolha de 9 de outubro não é aleatória: é o aniversário da própria UPU, fundada em 1874 na cidade suíça de Berna para organizar o trânsito de correspondências entre países. Desde então, a data serve para lembrar o papel dos serviços postais na vida das pessoas e na economia, em um setor que ainda soma centenas de milhares de agências e milhões de empregos pelo mundo.
Todos os anos, a UPU aproveita o 9 de outubro para anunciar os melhores serviços postais do período e estimular exposições de selos, visitas a agências e atividades sobre a história do correio — uma tradição que também nasceu em 1969, junto com a própria data comemorativa.
No Amazonas, porém, essa celebração ganha um contorno particular. A maior parte dos 62 municípios do estado não tem ligação por estrada com Manaus e depende do rio — e, em muitos casos, do avião — para receber qualquer carta ou encomenda. Em períodos de seca mais severa, como os que já atingiram a região nos últimos anos, trechos de rios normalmente navegáveis o ano inteiro ficaram intransitáveis, isolando ainda mais comunidades ribeirinhas e tornando a logística postal um desafio à parte.
É um contraste que poucos estados brasileiros vivem com a mesma intensidade: enquanto o mundo celebra a velocidade do correio moderno, no Amazonas entregar uma carta a um município distante da capital pode significar dias de viagem fluvial, sujeitos à cheia, à vazante e às estações do rio.
Aviso