O grupo habitação foi o que mais pressionou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho de 2026, com alta de 0,99% e impacto de 0,15 ponto percentual no índice geral, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dentro do grupo, a energia elétrica residencial subiu 3,09% no mês, ante variação de 1,53% registrada em junho, com impacto individual de 0,13 ponto percentual no IPCA.
O IBGE atribuiu a aceleração a reajustes tarifários aplicados em três capitais no período pesquisado: Curitiba teve o maior aumento, de 19,55%, seguida por Porto Alegre, com 14,89%, e São Paulo, com 8,85%. Curitiba registrou o reajuste mais destoante entre as capitais consideradas pelo instituto no cálculo do índice de julho.
Enquanto a energia elétrica pressionou o índice para cima, o grupo transportes teve variação de apenas 0,05% em julho, resultado da queda nos preços dos combustíveis: o etanol recuou 2,26%, a gasolina caiu 1,37% e o óleo diesel teve retração de 1,22%, segundo o IBGE. A alta de 11,67% nas passagens aéreas no período compensou parte da queda dos combustíveis dentro do grupo transportes.



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