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BNDES tem lucro de R$ 6,4 bilhões em 2016, 3% mais que em 2015

RIO - O BNDES teve lucro de R$ 6,392 bilhões em 2016, 3% acima do obtido no ano anterior. Ironicamente, a crise econômica ajudou o resultado do banco. Com a recessão, o BNDES emprestou menos e aplicou os recursos que sobraram em caixa, com efeitos positivos sobre sua receita. Por outro lado, o risco de calote das empresas elevaram as provisões para risco de crédito em 523%, para R$ 9,1 bilhões.

A principal fonte de receita do BNDES é a chamada intermediação financeira, ou seja, os ganhos com operações de crédito. Esses ganhos podem acontecer basicamente de duas formas: por meio do pagamento de juros e parcelas dos financiamentos pelos clientes que tomaram crédito no passado ou pelas aplicações financeiras dos recursos disponíveis. O produto de intermediação financeira subiu 28%, para R$ 25,8 bilhões.

— Queremos liberar o máximo possível de crédito para melhorar a economia. Mas não houve demanda — disse Ricardo Baldin, diretor de Controladoria.

Do lado da despesa, as provisões para risco de crédito cresceram 523%, para R$ 9,1 bilhões. As provisões não têm efeito sobre o caixa do banco, visto que são uma reserva para um eventual gasto futuro com calote. Mas elas pesam negativamente no balanço.

Dois outros fatores que não afetam o caixa, mas afetam o balanço contribuíram para o resultado. Com a valorização da Bolsa de Valores em 2016, as baixas contábeis da carteira de ações foram menores. Saíram de R$ 9,7 bilhões em 2015 para R$ 5,3 bilhões em 2016.

Houve ainda efeito positivo do crédito tributário das provisões. Mesmo que as provisões não signifiquem gastos imediatos para o BNDES, o banco paga imposto sobre esse valor e gera um crédito que poderá ser compensado no futuro. Esses créditos tiveram impacto positivo de R$ 4,8 bilhões em 2016.

No segundo semestre, o ganho foi de R$ 8,565 bilhões, mas o prejuízo de pouco mais de R$ 2 bilhões no primeiro semestre neutralizou parte dos ganhos. O prejuízo de janeiro a junho foi o primeiro para um semestre em 13 anos e deveu-se a várias provisões por baixas contábeis e aumento do risco de calote. As provisões são uma espécie de reserva que o banco faz para eventuais perdas futuras. Elas contam negativamente nos balanços financeiros.

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