O dólar à vista abriu em alta e ganhou força ao longo da manhã desta quinta-feira, 23, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior em meio ao aumento da aversão global ao risco provocado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Apesar da valorização do dólar, a forte alta do petróleo continua oferecendo algum suporte ao real.
O Brent atingiu US$ 100 por barril, refletindo a intensificação do conflito no Oriente Médio e os temores de interrupções na oferta global da commodity. Ao mesmo tempo, o índice DXY passou a ampliar os ganhos e os rendimentos dos Treasuries avançaram, em um ambiente de maior cautela dos investidores.
O movimento também foi reforçado por indicadores da economia americana. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego vieram abaixo do esperado, sinalizando um mercado de trabalho dos Estados Unidos ainda resiliente.
Na agenda do dia, os investidores repercutem ainda a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que manteve a taxa de juros, e a entrevista da presidente da instituição, Christine Lagarde.
No Brasil, permanecem no foco a participação da ex-secretária do Tesouro americano e ex-presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, no evento Expert XP, além da entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, à noite. Também seguem no radar os desdobramentos da política comercial dos Estados Unidos, enquanto o mercado aguarda definições sobre uma possível tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros.
Na quarta-feira, 22, o dólar à vista caiu 0,43%, para R$ 5,0517, menor nível de fechamento desde 2 de junho.



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