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Dólar ganha força e passa a subir 0,44%, a R$ 3,868

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RIO E SÃO PAULO — O dólar comercial iniciou os negócios desta segunda-feira em queda, mas logo começou a ganhar força. A moeda americana agora registra alta de 0,44% ante o real, cotado a R$ 3,868. Continuam no radar dos investidores tanto o ambiente interno, com as incertezas do cenário eleitoral e o crescimento mais fraco, quanto o externo, em meio às tensões comerciais entre China e Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice de ações do mercado local, tem leve queda de 0,26%, aos 76.388 pontos.

A moeda opera na contramão do mercado externo. O “dollar index”, que mede o comportamento da divisa americana frente a uma cesta de dez moedas, recua 0,16%.

Na disputa entre as duas maiores potências econômicas do mundo, Pequim afirmou que entrou com uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC), nesta segunda, em relação à lista de tarifas propostas por Washington sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

Internamente, os investidores repercutem ainda os dados de atividade do Banco Central, que mostram recuo da economia em maio, mês da paralisação dos caminhoneiros. “O indicador IBC-BR, que é tido como uma prévia do PIB, reagiu pior que o esperado em maio, apresentando uma queda de 3,34% ante abril. A expectativa era de queda de 3,15%”, avaliaram, em relatório, os analistas da Rico Investimentos.

As notícias negativas afetam o humor dos investidores. Mesmo as ações da Vale, que anunciou recorde de produção, encontram dificuldade para subir. Os papéis da mineradora registram queda de 0,29%, cotados a R$ 50,16.

Ainda entre as mais negociadas, as ações preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras também estão em queda de 1,76%, cotadas a R$ 17,79. No caso das ordinárias (ONs, com direito a voto), o recuo é de 2,33%, a R$ 20,10.

Também operam em terreno negativo os papéis de bancos, que possuem o maior peso na composição do índice. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco registram desvalorização de, respectivamente, 0,70% e 0,27%. No caso do Banco do Brasil, a queda é de 0,22%.

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