RIO - Em seu discurso de posse no Rio de Janeiro, o novo presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, destacou que é preciso espantar os fantasmas da crise. Segundo ele, não se pode mais descobrir a posteriori “maus feitos” cometidos em instituições públicas.
— Cabe ao conselho de administração me vigiar e me depor imediatamente, se não estiver agindo a contento, se eu não estiver aderente ao plano estratégico desta casa. O plano estratégico desta nação precisa ser estudado. Temos que ter visão de longo prazo.
Em seguida, Rabello homenageou a ex-presidente do banco, Maria Sílvia.
— Ela fez todo trabalho que teria que fazer e sofreu injustiça que teria retido créditos. Absolutamente não é verdade. A grande queda dos desembolsos ocorrem entre o dia seguinte eleições presidenciais de 2014 e junho de 2016. Os desembolsos foram feitos, e é obvio que a Maria Silvia não poderia fazer a retomada de R$ 100 bilhões. Agora, novas solicitações começam a ser positivas. Torcemos por esta recuperação, que já é indicada pelos dados do IBGE — disse.
Aos funcionários do BNDES, ele elogiou o almoço dos diretores.
— Agradeço à diretoria do banco que permaneça engajada nos trabalho — disse, completando ainda que manterá a continuidade dos trabalhos no banco.
O presidente disse ainda que terá um “olhar carinhoso” para o setor siderúrgico, e que já se reuniu com a indústria através da Abimaq, que representa sua maior preocupação.
— Não há desenvolvimento sem investimentos, mas não há desenvolvimento sem mercado de capitais pujante — disse, completando que é preciso “parar de chorar e começar a trabalhar”, em tom de otimismo.
— Uma vez ibegeano sempre ibegeano — brincou. — Eu estou aqui para representar a todos os funcionáriso do IBGE com todo carinho e fervor. E até ganhando um pouquinho mais — disse, rindo.
No discurso lembro de o economista Roberto Campos.
— A grande reforma tem que vir além disso, e muito mais adiante. Temos que avançar muito mais e o Congresso estará preparado para dar essa resposta. Temos a petulancia de dizer que estamos em crise. Abaixo a crise, via va o BNDES e viva o Brasil — disse.



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