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Governo cede e retira Congonhas de lista de privatização

BRASÍLIA - No dia da votação da contra o presidente e dois de seus ministros por obstrução à Justiça e organização criminosa - o governo cumpriu a promessa feita ao ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), cujo partido está no comando da Infraero. O governo retirou Congonhas do processo de privatização do setor. Decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira também deixou de fora da lista o aeroporto

Foram incluídos no Plano Nacional de Desestatização (PND) 11 aeroportos da região Nordeste e do estado de Mato Grosso, Vitória (ES) e Macaé (RJ) - que poderão ser concedidos em blocos ou individualmente.

O leilão dos 13 aeroportos, no entanto, não será realizado no mandato de Temer. De acordo com o último cronograma do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), a licitação está prevista para março de 2019.

Também foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira uma portaria que libera o aeroporto central de Belo Horizonte (Pampulha) para jatos. Atualmente, o terminal é administrado pela estatal e só opera voos regionais.

De acordo com estimativas oficiais, a medida poderá retirar até dois milhões de passageiros de Confins-MG, que foi concedido ao setor privado. Também pode prejudicar os planos das empresas aéreas, que utilizam Confins como hub (centro de distribuição de rotas).

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