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Greve dos caminhoneiros: funcionamento das feiras ainda é irregular

RIO - O consumidor que chega às feiras livres no Rio nesta quarta-feira ainda encontra reflexos do desabastecimento causado pela greve dos caminhoneiros. Em uma feira de Botafogo, na Zona Sul do Rio, apenas metade das barracas foi montada nesta manhã. Os preços continuam elevados.

De acordo com os clientes, a estratégia dos vendedores é não colocar nas bancas as plaquinhas com os valores cobrados pelos produtos.

A banana-prata virou um artigo de luxo e sumiu da única barraca que vendia o produto:

— A banana-prata virou ouro — brincou o vendedor Joaquim da Silva, de 50 anos, que viu a venda de banana d'água, a única disponível, aumentar. Cada dúzia, que geralmente era comercializada por R$ 5, é anunciada por R$ 10.

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A técnica de enfermagem Cláudia Galvão, de 52 anos, mudou a lista de compras:

— Não vou levar o quilo do inhame por R$ 13, porque normalmente pago, no máximo, R$ 4. E nem pensar em levar a beterraba, que está sendo vendida por R$ 14.

Janine Lazaro, de 72 anos, comemorou a volta das hortaliças:

— Hoje, consegui comprar alface, salsa e cebolinha. Achei tudo fresco. Os preços estão mais altos, mas não estou pedindo para baixarem, porque os feirantes têm que compensar o prejuízo dos últimos dias.

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Paulo Cesar Fernandes, de 60 anos, sabe bem o que é prejuízo. O vendedor de limão, maracujá e alho precisou ficar uma semana em casa por falta de mercadorias.

— Deixei de ganhar R$ 2 mil. A situação está precária.

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